Neste silencio, minha alma deserta
Vigia atenta porque o sono falta
E a soledade a meu pavor desperta
Nem uma porta se conserva aberta
No lar, o sono assalta os que repousam
Tão sozinho e alerta
Sofro esta insonia que me desperta
Os postes, na rua, acesos a noite inteira
Derramam sobre os moveis
Do aposento a languidez
Da ténue e frouxa lux
E eu recostado sobre a cabeceira
Do leito, escuto o soluçar do vento
Até que a manha surge
Expandindo sua luz.





