Boas vindas



Como queria que compreendesse
Que mesmo
estando não sozinho
Também necessito de frios
Pois tem momentos, em que
a brasa queima
Sem tua água, e sem você
Tenho que fazer de mim
rios.
(Nino)




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quinta-feira, 11 de junho de 2009

NOITE DE INSONIA III

Dorme a cidade em peso, noite alta
Neste silencio, minha alma deserta
Vigia atenta porque o sono falta
E a soledade a meu pavor desperta

Nem uma porta se conserva aberta
No lar, o sono assalta os que repousam
Tão sozinho e alerta
Sofro esta insonia que me desperta

Os postes, na rua, acesos a noite inteira
Derramam sobre os moveis
Do aposento a languidez
Da ténue e frouxa lux

E eu recostado sobre a cabeceira
Do leito, escuto o soluçar do vento
Até que a manha surge
Expandindo sua luz.

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