Boas vindas



Como queria que compreendesse
Que mesmo
estando não sozinho
Também necessito de frios
Pois tem momentos, em que
a brasa queima
Sem tua água, e sem você
Tenho que fazer de mim
rios.
(Nino)




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quinta-feira, 21 de maio de 2009

TEU NOME. (ou Poeminha infantil)

Meu coração diz teu nome
A cada batida que dá
Na minha mente, teu nome
É o mais doce que há.
Teu nome está ligado
A uma doce emoção
É nome de rainha, tenho sua
Inicial
gravado na palma de minha mão
Quando o pronunciam
Doçura é pra mim ouvir
Quando alguém o diz
Faz-me logo sorrir
Teu nome é um carinho
Palavra que tem emoção
Teu nome está gravado
Eterno no meu coração

COMEÇO

"A gente começa a amar
por simples curiosidade,
por ter lido num olhar
certa possibilidade.
E como no fundo da gente
se quer muito bem,
ama quem ama
somente pelo gosto igual que tem.
Pelo amor de amar
começa a repartir o pudor
e se habitua depressa
a trocar frases de amor.
E sem pensar,
vai falando as coisas que já falou
e então continua amando
só porque já começou."

DESCANSA.

Descansa teu coração
no meu Amor.
E sente a paz.
Descansa teu corpo
Sobre o meu corpo
E sente a vida
Descansa tua boca
Sobre os meu labios
E acha a sinceridade
Descansa teus desejos
Nos meus desejos
E acha a felicidade.

APEGO.

Se eu disser que te amo
Ninguém vai acreditar
Tu sempre longe, distante
Como posso eu te amar?
O amor e o apego
Juntos, dizem, devem andar
Tenho-te amor sem apego.
Sem te ver, sem te olhar.
Sempre longe, sempre ausente
Outros a ver, desejar.
E eu sempre tão constante!
Neste amor a acreditar
Eu tão sozinho e constante
Sempre a te esperar.
Quando chegares, querida
Talvez não vás me encontrar...

QUANDO AMARES.

Quando amares
Dá-te ao amor,
Envolve com ele o Mundo
Quando amares
Morre para o que não for amor
Morre, sem razão e sem motivo
Quando amares
Conserva essa chama
E não permitas
Que a fumaça do ciume
Do medo, da aflição o sufoque
Deixa o amor florescer, crescer
Tornar-se imenso,
Liberta-te do ego,
E frui desta total liberdade.
Quando amares,
Envolve-me em amor
Para sempre.

domingo, 17 de maio de 2009

MUDO OLHAR.

No meu otimismo, inocente
Eu nunca entendi
Por que foi... Um dia
Ela me olhou indiferente
Não perguntei-lhe porque era...
Desde então transformou-se
De repente
A nossa amizade correntia
Em saudações
De simples cortesia
E a vida foi andando
Para a frente
Nunca mais conversamos...
Vai distante...
Mas, quando a vejo
Há sempre um vago instante
Em que seu mudo olhar
No meu repousa
E eu sinto
Sem no entanto compreende-la
Que ela tenta dizer-me
Qualquer cousa
Mas, que a razão
A impede de dize-la...

AFOGAR MEU DESEJO.

Chove lá fora...
Dia sombrio, cheio de tristura
Queria contigo estar
Agora, neste instante
Com ternura, te abraçar
Sentir teu respirar ofegante
E com desejo
Tua boca beijar...
Ha, quão linda te vejo
Totalmente nua...
A meus carinhos se entregar
E com paixão e loucura
Afogar meu desejo
De tanto te amar...

domingo, 10 de maio de 2009

MINHA METADE.

Anestesiado estou no sono que encontrei
Semi
paralisado
Semi adormecido
Metade de mim entregue
Metade de mim prostrada
Pensamentos turvos, anuviados
Sono sem sonhos
Sonhos apagados
De lembranças mortas
Metade de mim
Somente neste torpor
Metade de mim que busca,
Que procura e que se perde...
metade de mim...
(Regina Botocelli)

ACROBATA DA DOR.


Gargalha, ri,
Num riso de tormenta
Como um palhaço,

Que desengonçado
Nervoso, ri,

Num riso absurdo, inflado
De uma ironia

E de uma dor violenta
Da gargalhada atroz,

Sanguinolenta
Agita os guizos,

E convulsionado
Salta,
garvroche,

Salta, clow,
varado pelo estertor
Dessa agonia lenta...
Peden-te bis,

E um bis não se despreza!
Vamos! Retesa os músculos,

Retesa
Nestas macabras

Piruetas de aço...
E embora caias sobre o chão,

Fremente, afogado
Em teu sangue estuoso e quente
Ri! Coração, tristíssimo palhaço.

POR TI.

Em tudo por ti se
encanta o riso,
Que se faz luz
ante tua claridade
Em tudo por ti se
encanta a vida,
Na dor benvinda
dessa saudade...
Em tudo por ti se
encanta o choro,
Que flutua entre o
desejo e a vontade,
Em tudo po rti se
encanta a dor,
Que escapa do
escrínio da saudade...

(KB Xavier)