Boas vindas



Como queria que compreendesse
Que mesmo
estando não sozinho
Também necessito de frios
Pois tem momentos, em que
a brasa queima
Sem tua água, e sem você
Tenho que fazer de mim
rios.
(Nino)




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domingo, 10 de maio de 2009

ACROBATA DA DOR.


Gargalha, ri,
Num riso de tormenta
Como um palhaço,

Que desengonçado
Nervoso, ri,

Num riso absurdo, inflado
De uma ironia

E de uma dor violenta
Da gargalhada atroz,

Sanguinolenta
Agita os guizos,

E convulsionado
Salta,
garvroche,

Salta, clow,
varado pelo estertor
Dessa agonia lenta...
Peden-te bis,

E um bis não se despreza!
Vamos! Retesa os músculos,

Retesa
Nestas macabras

Piruetas de aço...
E embora caias sobre o chão,

Fremente, afogado
Em teu sangue estuoso e quente
Ri! Coração, tristíssimo palhaço.

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