Boas vindas



Como queria que compreendesse
Que mesmo
estando não sozinho
Também necessito de frios
Pois tem momentos, em que
a brasa queima
Sem tua água, e sem você
Tenho que fazer de mim
rios.
(Nino)




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domingo, 17 de maio de 2009

MUDO OLHAR.

No meu otimismo, inocente
Eu nunca entendi
Por que foi... Um dia
Ela me olhou indiferente
Não perguntei-lhe porque era...
Desde então transformou-se
De repente
A nossa amizade correntia
Em saudações
De simples cortesia
E a vida foi andando
Para a frente
Nunca mais conversamos...
Vai distante...
Mas, quando a vejo
Há sempre um vago instante
Em que seu mudo olhar
No meu repousa
E eu sinto
Sem no entanto compreende-la
Que ela tenta dizer-me
Qualquer cousa
Mas, que a razão
A impede de dize-la...

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