
E o céu, infindo azul, reflete nele a cor!...
Ao ve-lo descançar, meu coração palpita:
- O mar é manso e bom, o mar é como o amor!
O vento sopra mais, o velho mar se agita
E acorda a estremecer repleto de furor!
E acorda a estremecer repleto de furor!
E ruge, e se recurva, e brame assustador!...
Espuma, se contorce o incompreendido abismo,
Em fúria semelhante aos ódios mal guardados
Ou semelhante ao grande horror de um cataclismo.
Ao ver as transisoes e as contorções do oceano,
Eu fico a meditar nos lances alternados
Das varias sensações dos corações humanos!

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